Trata-se de um vergalhão destinado à mesma utilização do vergalhão de aço, ou seja, como reforço de estruturas de concreto armado. Produzido com tecnologia italo/brasileira o vergalhão polimérico apresenta grandes vantagens em relação ao similar metálico tais como: resistência à corrosão, coeficiente de dilatação térmica semelhante ao concreto, baixo peso, grande resistência à tração, não condutividade elétrica dentre outras e isso por um custo competitivo em relação ao aço. Apesar de se tratar de um produto inovador, recente e de tecnologia avançada este têm sido muito estudado e já existem várias normas técnicas (ISO, ASTM, ACI) que orientam e regulamentam a produção, o controle de qualidade e a utilização do produto. No Brasil já foi criada a comissão técnica junto à ABNT para criar as normas brasileiras. Considerando-se o mercado global, produtos similares já são utilizados em escala comercial em vários países como Alemanha, Canadá, China, EUA, Japão, Nova Zelândia, Rússia, Suécia e Ucrânia. A utilização abrange desde obras portuárias sujeitas ao intemperismo e à corrosão salina, tuneis, pontes até a construção de guard-rails às margens das rodovias onde a elasticidade do produto agrega características desejáveis como a melhor absorção da energia cinética em caso de batida. No Brasil o produto ainda é pouco conhecido e os mercados onde atuamos são o setor elétrico, como armadura de artefatos de concreto tais como postes e cruzetas; e no setor da construção civil na produção de painéis de fachada, pisos industriais e elevados, auto drenante. Possui grande potencial de redução tanto nos custos de instalação como nos de manutenção de obras portuárias e de saneamento (ETAs e ETEs). A fim de se evitar a corrosão da armadura metálica uma série de cuidados tais como maior recobrimento da armadura, implicando maior consumo de concreto; utilização de vergalhões com cobertura em resina epóxi ou de vergalhões galvanizados, etc. representam um alto custo apresentando eficiência questionável.
Em relação ao vergalhão de aço o vergalhão polimérico:
• Têm maior longevidade
• É mais resistente à tração
• É aproximadamente quatro vezes mais leve
• Têm menor modulo de elasticidade
• É mais resistente à fadiga de material suportando cargas cíclicas
• É mais resistente ao impacto, às cargas bruscas e severas
• É mais resistente à corrosão: ácidos, sais e alcalis
• É transparente às ondas de rádio e magneticamente inativo
• Suporta temperaturas ultra-baixas
• Têm baixa condutividade térmica: não cria pontes de temperatura
• Possui o mesmo coeficiente de dilatação térmica que o concreto: não causa microfissuras no concreto devido aos ciclos de temperatura
O setor da construção civil brasileira dá mais um passo rumo à inovação e à sustentabilidade com a chegada das normas ABNT NBR 17201:2025 e ABNT NBR 17196:2025. As novas regulamentações estabelecem critérios e diretrizes para a utilização de barras FRP (Polímero Reforçado com Fibra) em estruturas de concreto armado, trazendo mais segurança, padronização e confiabilidade para essa tecnologia.
Com a oficialização dessas normas, o uso de soluções em GFRP ganha ainda mais espaço no mercado, impulsionando obras mais duráveis, leves e resistentes à corrosão. Além de ampliar as possibilidades construtivas, a tecnologia contribui para projetos mais eficientes e sustentáveis, beneficiando construtoras, engenheiros, clientes e o futuro da construção civil no Brasil.
Excelência e Segurança para Barras GFRP
Publicada em fevereiro de 2025, a ABNT NBR 17201:2025 representa um importante avanço para o setor da construção civil, estabelecendo critérios técnicos e métodos de ensaio para barras GFRP utilizadas como armaduras em estruturas de concreto armado. A norma reforça a confiabilidade, a segurança e a padronização dessa tecnologia inovadora no mercado brasileiro.
Entre os principais diferenciais estão:
• Maior confiabilidade estrutural através de ensaios específicos de resistência à tração, cisalhamento e aderência ao concreto.
• Mais segurança e controle de qualidade na fabricação e aplicação das barras GFRP.
• Incentivo à construção sustentável com materiais mais leves, resistentes à corrosão e com elevada vida útil.
A regulamentação fortalece o uso de soluções modernas e eficientes para projetos que exigem alto desempenho, durabilidade e menor necessidade de manutenção ao longo do tempo.
ABNT NBR 17201-1, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 1: Especificação e classificação.
ABNT NBR 17201-2, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 2: Determinação do diâmetro efetivo.
ABNT NBR 17201-3, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 3: Determinação da resistência à tração e do módulo de elasticidade.
ABNT NBR 17201-4, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 4: Determinação da resistência ao esforço cortante.
ABNT NBR 17201-5, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 5: Determinação da resistência ao cisalhamento horizontal aparente pelo método de viga-curta.
ABNT NBR 17201-6, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 6: Determinação da resistência de aderência das barras de FRP ao concreto.
ABNT NBR 17201-7, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 7: Determinação da resistência à tração em regiões de dobra.
ABNT NBR 17201-8, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 8: Determinação da temperatura de transição vítrea.
ABNT NBR 17201-9, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 9: Determinação do calor de reação de materiais termicamente reativos por DSC (grau de cura).
ABNT NBR 17201-10, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 10: Determinação do teor de fibra pelo método de combustão e do teor de aditivo mineral pelo método de ataque por ácido.
ABNT NBR 17201-11, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 11: Determinação da absorção de água.
ABNT NBR 17201-12, Barras de polímero reforçado com fibras (FRP) destinadas a armaduras para estruturas de concreto armado – Parte 12: Determinação da redução da resistência à tração e da resistência de aderência ao concreto após a exposição ao meio alcalino.
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